11 janeiro 2012

Irresistível ou inevitável mundo das tecnologias, professores?


As ferramentas virtuais e as redes sociais, para nós, professores, podem ter funções especiais e algumas utilidades. Por exemplo, a de saber o que sucede com alguns alunos que não interagem em sala de aula, entre outros aspectos pedagógicos importantes de avaliação do perfil discente. São elas, sobretudo, uma forma de saber sobre o que acontece com pessoas próximas de nós ou distantes (antagônico isso!), já que as novas formas de relações humanas, com a chegada da Internet, têm comprimido cada vez mais a noção de espaço tempo. O que acontece é que essas mudanças são tão rápidas quanto a evolução tecnológica. Daí, nossas dificuldade pessoais em adaptar (principalmente os imigrantes digitais!) a esses artefatos socioculturais e, embora virtuais, reais e necessários hoje. (In)felizmente!?

20 dezembro 2011

O descaso do poder público para com a Educação

Deixo, aqui, o meu repúdio a atitudes de autoridades políticas que não se interessam pela Educação. Na realidade, para eles, não faz sentido algum ter pessoas qualificadas para produzir conhecimento em sala de aula. E quanto mais pessoas destituídas de entendimento crítico existirem, mais facilidades eles terão para continuar a fazer o que estão fazendo: oprimindo, enriquecendo-se, seduzindo as pessoas marginalizadas com promessas vãs e falácias. Senhores políticos, criem vergonha na cara e parem de usar o poder que têm para o autobenefício. Estou profundamente indignado!

15 novembro 2011

Em busca da sala perfeita... Essa sala existe!?


Paradoxalmente, parece que se existisse essa característica anormal de indivíduos em sala, se (com)portando da melhor maneira, ela, por si só, seria um ambiente tão homogêneo em que não haveria tamanha construção de conhecimento asseverada por níveis. Acredito que os níveis fazem a diferença e nos fazem mover perante o próprio ensino. Quem concorda?!

27 outubro 2011

Um belíssimo texto de Ana Rita, minha orientanda de Estágio

É evidente o quanto experiências anteriores relacionadas à aprendizagem de uma segunda língua podem refletir na bagagem sustentada pelo professor durante sua formação. Esses fatos vivenciados formam a base pensante, sentimental e influem de forma direta no planejamento do mesmo. 

Junto com as experiências estão as crenças criadas e, muitas vezes, mantidas ao longo da formação. Em grande parcela estas crenças, com relação ao ensino de Língua Estrangeira, acabam limitando a atuação do professor e barrando a aprendizagem do aluno. Tais crenças como só se aprende uma Língua Estrangeira se você tiver contato direto com ela, indo para outros países, ou ainda que é preciso frequentar cursinhos particulares.

Partindo da influência que as crenças e experiências do professor em formação exercem, nota-se o quanto isso, além de figurar em sua prática, também contribui para formular sua reflexão em torno de seu papel como educador.

Para exemplificar esse papel reflexivo, também utilizado pelo professor em formação, peguemos como exemplo a atuação de um estagiário. Este tenta trabalhar com uma música em uma de suas aulas, no entanto, apenas identifica a gramática dentro da mesma e deixa de lado o contexto da música. Ao chegar em casa percebe seu grande erro e se sente mal, essa simples percepção é reflexão. A reflexão não irá redimi-lo, mas com certeza contribuirá para que não se cometa novamente tal falha.

Dessa forma, ser um profissional reflexivo é fundamental na obtenção do sucesso, principalmente no que diz respeito ao lado pessoal. Refletir é repensar o que se aprendeu ao longo da formação, e mais ainda, é perceber se na prática existe coerência com essa formação contínua. É preciso rever o modo como se ensina e sempre que necessário, mudá-lo.

18 outubro 2011

A democracia do Ensino



            Fala-se tanto em liberdade... Um dos principais lemas da Revolução Francesa, que trouxe à tona o reconhecimento dos direitos humanos. O que significa esse termo? Ou melhor, qual a verdadeira concepção deste construto para com o ser humano? 
Resgatando algumas ideias existencialistas de Sartre no que se referem à liberdade, bem aos moldes socialistas, verifica-se que cada ser humano tem livre arbítrio para fazer suas próprias escolhas. O fato de decidir é um princípio essencial da liberdade. Todavia, na mesma proporção, existe a responsabilidade. Assim, esses dois opostos que combinam entre si, são fundamentais nas regras de cidadania e democracia tão focadas hoje.
            Em um cunho mais específico, o qual remete à figura do professor e do aluno, a liberdade corresponde ao principio fundamental de acontecer o aprendizado, a formação, o criticismo, o aprimoramento e todas as vertentes que gera o tão proclamado slogan dos “direitos” concedidos em um ambiente escolar. Ela é a garantia de que as realidades vividas por professores e, especialmente, alunos, atinjam, através de experiências, o êxito na formação.
Já que juntamente com “direito – liberdade” caminha a “responsabilidade – dever”, é necessário que ambos agentes, professor e aluno, estejam cumprindo seus verdadeiros papéis e fazendo jus ao lugar que realmente ocupam. Porque são importantes e essenciais no processo de mudança e de transformação. E um complementa o outro, uma vez que o professor tem um papel e o aluno tem outro na ação de ensinar-aprender.  
            Nesse sentido, observa-se que a figura do professor é tão fundamental quanto à figura do aluno. A esse último, cabe buscar os próprios meios para descobrir e ampliar as providências direcionadas por aquele, ao qual pertence a ilustre função de motivar e garantir meios para que o aprendizado ocorra. Diferentemente dos sistemas educacionais antigos, em que o professor ditava as normas e o aluno cumpria calado essas leis, hoje, os dois são partes ativas que devem organizar-se dentro de um ponto comum e difundir a responsabilidade.  
            Não há direito sem responsabilidade, assim como não há dever sem liberdade. Só se pode alegar algo quando se é suficientemente cumpridor de responsabilidades afins às solicitações e reivindicações. Só se pode criticar determinadas reações caso as próprias ações estejam pertinentes ao antagônico daquilo que se condena. Assim vale a toda hierarquia humana.
            Em sala de aula, o importante é estabelecer esses princípios que regem a boa conduta. Inclui nesse aspecto a criatividade no relacionamento. No tocante ao aluno, esse ingrediente de sucesso fará com que o mesmo tenha capacidade de interagir-se, dinamizar e transformar o conteúdo oferecido em estratégias de aprendizado de forma individual e espontânea. Se assim o for, realmente se desprenderá da figura docente, em outras palavras, caminhará com suas próprias pernas.
Tendo a liberdade como autonomia e, consequentemente, a responsabilidade de ser senhor do seu próprio destino, é o que permite o desenvolvimento do que um dia poderemos exercer de forma justa e inteligente, a grifar: a verdadeira autonomia, a verdadeira democracia.  
                    

Uma charge crítica vale mais do que mil palavras!